quarta-feira, 27 de junho de 2012

ABORDAGEM SECUNDÁRIA


EXAME SECUNDÁRIO

O exame secundário é a avaliação da cabeça aos pés da vítima. 

O Enfermeiro deve completar o exame primário, identificar e tratar todas as lesões de risco de vida, antes de começar o exame secundário. 

Seu objetivo é identificar lesões ou problemas que não foram identificados na abordagem primária. 

Examinar todos os segmentos do corpo sempre na mesma ordem: Crânio, Face, Pescoço, Tórax, Abdômen, Quadril, Membros Inferiores, Membros Superiores e Dorso; 


Fazer inspeção, palpação e ausculta, buscando: 

Inspeção: cor da pele, simetria, alinhamento, deformidade, sangramento. 

Palpação: deformidade, crepitação, rigidez, flacidez, temperatura, sudorese; 

Ausculta: tórax (ápices e bases pulmonares e precórdio); 



Finalize com a verificação dos sinais vitais. 






Fazem parte da abordagem secundária os seguintes procedimentos, não realizados no ambiente pré-hospitalar: radiografias, sonda gástrica, toque retal, cateterismo vesical e lavagem peritonial. 

HISTÓRICO AMPLA

Deve ser obtido um histórico rápido do paciente. Essas informações devem ser documentadas e repassadas à equipe médica no hospital.

O método AMPLA serve como lembrança dos seus componentes –chave:

Alergias: Principalmente a medicamentos. 
Medicações: Drogas prescritas ou não que o paciente usa regularmente. 
Passado médico e antecedente cirúrgico: Problemas médicos importantes para os quais o paciente recebe tratamento; inclui cirurgias prévias. 
Líquido e alimentos: Pacientes traumatizados necessitarão de cirurgias, e alimentação recente pode aumentar o risco de vômito e aspiração durante a indução da anestesia. 
Ambiente: Eventos que levaram ao trauma. 

EXAME SEGMENTAR

CABEÇA: Palpe todo o couro cabeludo, imobilizando a coluna cervical. Palpe as órbitas, os ossos nasais, os malares e o maxilar. Simultaneamente, inspecione a cor e a integridade da face, hematoma e liquorragia por nariz e ouvidos, hematoma retroauricular (sugestivo da fratura de coluna cervical), simetria da face, hematoma, hemorragia e laceração dos olhos, fotorreatividade pupilar (não valorize um olho traumatizado). Examine a boca e retire corpos estranhos eventualmente remanescentes.

PESCOÇO: Inspecione o alinhamento da traquéia (possibilidade de desvio) e a simetria do pescoço. Palpe a cartilagem tireóide e a musculatura bilateral. Inspecione jugulares: se vazias, pense em hipovolemia; se ingurgitadas demais com piora na inspeção, preocupe-se com lesão intratorácica grave (débito cadíaco). Palpe a coluna cervical verificando alinhamento, crepitação, rigidez muscular. Tal palpação deve ser realizada com cuidado, tendo certeza de que o pescoço permanece em posição linear neutra. E após ter completado o exame recoloque o colar cervical.

TÓRAX: Palpar as clavículas uma de cada vez, buscando crepitação e dor. Inspecione a caixa torácica buscando simetria anatômica e funcional, respiração paradoxal, áreas de palidez, eritema ou hematoma (sinais de contusão) e ferimentos. Palpe em busca de rigidez, crepitação; examine até a linha axilar posterior e faça a ausculta pulmonar (ápices e bases) e cardíaca.

ABDÔMEN: O exame do abdome também inclui palpação de cada quadrante para verificar se há dor. Inspecione sinais de contusão e mobilidade; palpe analisando sensibilidade e rigidez da parede.

PELVE: Afastar e aproximar as asas ilíacas em relação à linha média, analisando mobilidade anormal e produção de dor. Deve-se suspeitar de hemorragia se for encontrada alguma evidência de instabilidade.

MMII: Inspecione e palpe da raiz das coxas até os pés. Observe sangramento, alinhamento, deformidade, flacidez, rigidez, crepitação. Corte a roupa onde suspeitar de ferimento ou fratura. Tire os sapatos, examine a mobilidade articular ativa e passiva; palpe pulso em tornozelos e pés (tibial posterior, atrás do maléolo medial e dorsal do pé, no primeiro espaço intermetatársico), e teste a sensibilidade e motricidade.

MMSS: inspecione e palpe dos ombros às mãos. Observe sangramento, alinhamento, deformidade, flacidez, crepitação. Corte a roupa onde suspeitar de ferimento ou fratura. Palpe os pulsos, teste a mobilidade ativa e passiva, e a simetria da força muscular das mãos e por último inspecione o enchimento capilar.

DORSO: A região posterior do tronco deve ser examinada para evidência de lesão. Realize a manobra de rolamento para examinar o dorso. Inspecione para o alinhamento da coluna e simetria. Palpe a coluna em busca de edema, hematoma e crepitação.

Durante todo o exame segmentar mantenha-se atento ao paciente para sinais de dor ou modificações das condições constatadas na abordagem primária. Finalize o exame secundário com as medidas de FC, FR, T e PA.

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